Lesbianismo – história e preconceito

Meninas voltamos!! Uhuull! e com isso já viemos com esse post polêmico, curtam aí!

Está cada vez mais comum na nossa sociedade encontrarmos mulheres que se sentem atraídas por pessoas do mesmo sexo. Com o passar do tempo o preconceito vai diminuindo, as pessoas estão aceitando mais esse tipo de comportamento.

A ONU (Organização das Nações Unidas) lançou uma campanha chamada “Livres e Iguais”, com o propósito de promover, dar mais visibilidade e divulgar um projeto que visa conscientizar as pessoas da nossa sociedade, que mulheres lésbicas e bissexuais merecem todo o respeito e possuem direitos completamente iguais a qualquer outro tipo de indivíduo. Serão veiculados uma série de vídeos nas maiores redes sociais, com intenção de conscientizar com ilustrações, diferentes histórias de vida de mulheres com esse tipo de opção sexual. Outra coisa muito importante que a campanha aborda, é a falta de apoio familiar em alguns casos. A primeira parceria e educação tem que vir da própria casa, de dentro da família. O representante nacional do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) trabalha visando que o governo Brasileiro reconheça e respeite legalmente todos as famílias brasileiras, inclusive as não formadas por heterossexuais.

O dia 29 de Agosto de 1996 foi marcado como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Perto de cento e cinquenta mulheres lésbicas se agruparam no Rio de Janeiro para o Primeiro Seminário Nacional De Lésbicas. Foram realizados debates e palestras sobre saúde, violência, preconceito e sexualidade entre outros muitos assuntos. As mulheres afirmam que dar essa visibilidade à comunidade lésbica é muito importante para confirmar que uma boa parte da nossa sociedade não está convivendo como manda e espera o sistema.
O preconceito com mulheres que sentem atração por outras mulheres vem de muito antes, esse direito de ter prazer sexual e amar uma pessoa do mesmo gênero é historicamente negado às mulheres, e mal visto por todas as pessoas ao seu redor. A mulher sempre foi tratada como um objeto sexual masculino, onde era vista como uma pessoa que teria que se dedicar a dar prazer aos homens e claro o seu papel principal de reprodutora. Ela servia praticamente para dar continuidade a geração de alguma família, cuidar e zelar pelas suas crianças e praticar todo o tipo de tarefa doméstica.

O próprio sistema de saúde do país não desenvolve e muito menos fornece métodos seguros de proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, para que as mulheres, assim como os homens, possam relacionar-se sexualmente com segurança. Nem informações são divulgadas.
Além da opressão sofrida pelas mulheres, elas também são consideradas muitas vezes hiperssexualizada, a sociedade enxerga-as com uma cultura erotizada, principalmente nas mídias e redes sociais pornográficas, onde elas apenas servem como fetiche e objeto de desejo da maioria dos homens. Vemos isso claramente em alguns comerciais de televisão, sites eróticos e principalmente revistas masculinas, onde duas mulheres abraçadas ou praticando algum ato pornográfico são facilmente encontradas como forma de motivação para divulgar ou compartilhar algum produto. Mas agora quando falamos de duas mulheres juntas numa cena romântica em alguma novela ou filme, já é visto completamente de forma preconceituosa e supostamente como uma forma de agressão a moral, e uma falta de respeito com a família brasileira. Isso nada mais é do que uma forma burra e incoerente de hipocrisia, formando opiniões e caráteres de forma errada e injusta.

O preconceito normalmente começa dentro das próprias casas das pessoas. Pais instruem e educam de forma equivocada seus filhos sobre o homossexualismo. Os jovens estão em processo de crescimento e amadurecimento de sua opinião e personalidade, a grande maioria não possui informação e ferramenta suficiente para lidar com este tipo de situação. A criança não faz ideia do que é ser homossexual, más já possui uma imagem de que “gays” ou “lésbicas” significam coisas negativas. Já usam este tipo de termo para ofender e irritar seu colega na escola.

Pesquisas e estudos feitos na OIT (Organização Internacional do Trabalho) mostram que a enorme maioria das pessoas da comunidade LGBT que trabalham em locais públicos, ainda preservam sua orientação sexual, mantendo em segredo cuidadosamente. Isso muitas vezes aponta uma perda considerável de produtividade e um aumento absurdo no quadro de depressão e estresse. Constataram também que os homossexuais que conseguem lidar e expor a sua preferência sexual, não possuem tantos problemas de relacionamento e ansiedade no ambiente de trabalho.

Esperamos que tenham gostado da nossa volta! Um beijooo

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